LIVRO
ESTRUTURAÇÃO E ORGANIZAÇÃO DO CONTROLE INTERNO MUNICIPAL
Atuação Preventiva e Normativa
Trata-se de uma obra na qual consolidei minha experiência vivenciada em diversos órgãos públicos municipais e em sala de aula, marcada por uma atuação, por vezes, crítica, firme, legalista e assertiva. É, em essência, um relato da prática cotidiana na administração pública, repleta de desafios que, muitas vezes, parecem insuperáveis.
Ainda assim, nunca nos demos por vencidos. Atuei sempre com foco na construção de soluções sólidas para a gestão pública, enfrentando desafios sem ceder às pressões ou ao “jeitinho” que, por vezes, permeia interesses pessoais na política. Ao final, prevalece a convicção de ter feito o correto, com segurança jurídica, consciência tranquila e um espírito guiado pelos ensinamentos de Deus.
FICHA TÉCNICA
Título: Estruturação e Organização do Controle Interno Municipal – Atuação Preventiva e Normativa
Autor: Milton Mendes Botelho
ISBN 978-85-8253-528-8
CDU: 35:658.15 (813.7)
Edição/Tiragem: 1ª Edição – 300
Aracaju: J. Andrade, 2026.
Catalogação – Claudia Stocker – CRB5 1202
Formato: 15,0×21,0 cm
Peso: 165grs.
Número de páginas: 232
Publicado em: 20/04/2026
Área(s): 1. Administração Pública 2. Organização Institucional. Controladorias 4. Controle Interno Municipal
SINÓPSE
Num cenário de crescente demanda por eficiência na gestão pública, o texto destaca a importância do controle interno na governança municipal. O autor sublinha que esse sistema, previsto na Constituição Federal, é base para qualidade administrativa, mas alerta que apenas criar normas não basta para garantir sua eficácia. Ressalta-se ainda a necessidade de modernização tecnológica, planejamento financeiro e transparência, além de abordar questões atuais como proteção de dados e uso da ferramenta da Inteligência Artificial (IA).
O texto enfatiza que “mais do que um instrumento de fiscalização, o controle interno é elemento essencial de governança pública e para a melhoria da qualidade da gestão municipal” (início). Alerta que a simples edição de normas não garante eficiência; é preciso definir responsabilidades claras e destinar recursos adequados para o funcionamento integrado do sistema de controle interno.
Destaca-se ainda a necessidade de inovação na estrutura de controle, “inclusive com uso de tecnologias e inteligência artificial para agilizar processos e aumentar o potencial de qualificação da fiscalização e da tomada de decisões” (meio). Em particular, descreve-se a Controladoria Geral do Município (CGM) como órgão central dotado de autonomia normativa, acesso irrestrito a informações e capacidade de orientar e corrigir ações dos demais órgãos públicos. A Auditoria Geral do Município, subunidade da CGM, é responsável pela execução técnica do controle interno no âmbito municipal.
No âmbito financeiro, o texto sublinha que a fiscalização exige planejamento prévio, como cronograma mensal de desembolso e cotas trimestrais da despesa orçamentária, para compatibilizar receitas e despesas. Menciona-se também a elaboração de planos de ação e de auditoria anual, com definição de prioridades. Quanto ao controle patrimonial, evidencia-se fragilidade histórica nos registros, reforçando a necessidade de modernização dos sistemas de informação.
O autor aborda ainda a importância da transparência e da participação cidadã. Ressalta que o controle interno promove a transparência, sendo este “um princípio estruturante da gestão pública, exigindo divulgação de dados e responsabilização” dos gestores. Finalizando, trata da segurança da informação: diz que “a proteção de dados, no contexto do controle interno, refere-se à segurança dos sistemas e bancos de dados” (fim), controlada por gestão de acessos adequada. Alerta que o uso da inteligência artificial deve obedecer a critérios éticos e à legislação de privacidade.
O Autor:
Prof. Milton Mendes Botelho
Auditor, palestrante, professor universitário e de capacitação e coordenador de cursos. Especialista em Administração Pública Municipal, Direito Público, Contabilidade Aplicada ao Setor Público e Processo e Técnicas Legislativas. Autor de livros e trabalhos publicados nas áreas de Controle Interno, Licitações Públicas e Gestão Administrativa, Contábil e Financeira de órgãos públicos municipais. Foi Controlador Geral dos Municípios de Ibatiba (ES) e Galileia (MG), foi Auditor Chefe nos Municípios de Itabirinha, Jampruca e Itambacuri (MG). Exerceu as funções de Contador e Controlador Geral do Município de São Félix de Minas (MG), Controlador e Assessor Especial de Gabinete do Prefeito de Nossa Senhora do Socorro (SE). Foi Conselheiro e Presidente da Câmara de Controle Interno do Conselho Regional de Contabilidade de Minas Gerais (CRCMG). Membro titular da Academia Mineira de Ciências Contábeis. Sócio da Logus Assessoria e Consultoria Pública. Consultor especializado em órgãos públicos municipais.
SUMÁRIO | INTRODUÇÃO
ESTRUTURAÇÃO E ORGANIZAÇÃO DO CONTROLE INTERNO MUNICIPAL – Atuação Preventiva e Normativa
Controladoria Geral do Município (CGM)
Plano de Ações da Controladoria Geral do Município
Fiscalização Orçamentária, Financeira e Patrimonial
Avaliação de Resultados Alcançados
Análises Processuais
Inspeção e Correição
Transparência Pública
Proteção de Dados e Uso da Inteligência Artificial (IA)
Apoio ao Controle Externo Institucional
Auditoria Geral do Município
Plano Anual de Auditoria Interna (PAAI)
Diretrizes do Plano Anual de Auditoria Interna
Cronograma das Auditorias Internas
Papéis de Trabalho de Auditoria
Atribuições dos Analistas e Auditores Internos
Certificado de Auditoria Interna
Parecer de Auditoria Interna
Relatório de Auditoria Interna
Notificações da Controladoria Interna
Orientação Técnica da Controladoria Interna
Rito Processual da Auditoria Interna
Tomada de Contas Especial em Decorrência da Auditoria Interna
Ouvidoria Pública Municipal
Corregedoria Municipal
ORGANIZAÇÃO DO CONTROLE INTERNO MUNICIPAL
Obrigação do Poder Executivo Municipal de Instituir Unidade Central de Controle Interno
Unidade Central de Controle Interno (UCCI)
Vinculo do Controlador Geral do Município
Equipe Técnica da Controladoria Interna
Controle Interno Descentralizado
Controle Interno e as Linhas de Defesa na Administração Pública Municipal
Primeira Linha de Defesa
Segunda Linha de Defesa
Terceira Linha de Defesa
Controle Interno do Poder Legislativo Municipal
Controle Interno da Autarquia Municipal
PROPÓSITOS DO CONTROLE INTERNO MUNICIPAL
Orientar
Planejar
Analisar
Avaliar
Auditar
Fiscalizar
Capacitar
FUNCIONAMENTO DO CONTROLE INTERNO MUNICIPAL
Independência Orçamentária e Funcional
Autonomia de Atuação
Procedimentos e Rotinas com a Finalidade de Orientar
Parecer de Auditoria e Parecer Técnico
Orientação Técnica Preventiva
Matriz de Risco
Fator de Risco
Análise de Risco e Medidas de Eliminação de Risco
Monitoramento de Risco
Responsabilização
PROJETO DE LEI QUE REGULAMENTA A CONTROLADORIA GERAL DO MUNICÍPIO (CGM)
Minuta de Projeto de Lei
Disposições Preliminares
Estrutura da Controladoria Geral do Município (CGM)
Controladoria Geral do Município (CGM)
Auditoria Geral do Município
Departamento de Fiscalização, Avaliação e Análise de Resultados da Execução Orçamentária, Financeira e Patrimonial
Gerência de Inspeção, Correição, Transparência Pública, Proteção de Dados e Apoio ao Controle Externo
Ouvidoria Pública
Vinculação Administrativa Funcional
Competências da Ouvidoria Municipal
Ouvidor Municipal
Funcionamento e Prazos
Articulação com a Controladoria Geral e Transparência Pública
Corregedoria Municipal
Vinculação e Natureza
Competências da Corregedoria Municipal
Estrutura e Coordenação da Corregedoria Municipal
Procedimento Correcional
Responsabilização dos Agentes Públicos
Disposições Finais Transitórias
CONCLUSÃO
